terça-feira, 14 de dezembro de 2010
o próximo acto
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
esta crise que nos molesta
Se Ricardo Araújo Pereira nos viesse dizer que os tempos estão difícies, mas mesmo assim não será isto o fim dos tempos, seria simpático. Mas será que o seguiríamos como os americanos fizeram com Jon Stewart?
Será que isto não é o fim do mundo, mas o fim dos políticos?
Será que a sociedade é já de tal modo perfeita que já não se justifica a existência de políticos e que nos chega o conforto dos cómicos para fazermos o que o poder económico espera que façamos?
sábado, 30 de outubro de 2010
Esta crise que nos molesta
Da primeira visita do FMI não tenho grande lembrança, a não ser o rombo que as restrições às importações vieram causar na minha colecção de polos Lacoste, pullovers coloridos e calças de ganga americanas.
Eu sonhava, naquele tempo, com uma sociedade justa em que andariamos todos de uniforme de caqui e gola à Mao, assim sendo, o FMI até que poderia servir para acelerar o processo.
Da segunda visita lembro-me, se bem que não consiga precisar o dia em que Teresa Ter-Minassian aterrou em Portugal. Não tenho grandes queixas, ainda para mais sendo eu uma pobre funcionária pública não me contemplaram com o famoso Certificado de Aforro (para aí da classe A), que a esta hora já valeria 5 ou 6 vezes mais. Não senhor, recebi na tesouraria o dinheirinho e gastei-o em coisas que certamente agradaram ao meu gosto de escriturária-dactilografa.
Para a próxima vou estar de olho nos Kamones que hão-de vir para ver o que vai acontecer. Não ao meu pecúlio, nem ao meu pré, mas à tentativa de tornar este país habitável.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
e-migrar
Deveria ter emigrado, mas não o fiz. Não foi preciso. Achei que poderia interromper os estudos, começar a trabalhar e depois logo estudaria, porque o que era urgente era tornar-me independente. Mas não, aos 22 anos tornei-me funcionária pública, uma coisa que hoje está ao mesmo nível que ser cigano em França ou judeu na Polónia, no tempo da guerra.
Nos idos de oitenta ser funcionário público não era nada, pois estavam ainda muito presentes os tempos em que eramos poucos e mal pagos. Nos idos de noventa começámos a ser mais, mas ainda mal pagos. A sociedade já se dava conta da nossa existência e olhava para nós como cretinos inábeis incapazes de ganhar o “bom” dinheiro que se ganhava no privado saltando de sucesso em sucesso.
Agora desde 2000 somos os palhaços da festa, custamos dinheiro, somos muitos (de quem será a culpa?) e querem o nosso lugar.
É lamentável que quem nos governa e quem nos quer governar não consiga ultrapassar a sua incompetência a não ser culpando uma ou outra classe. Mas tal como eu sei, eles também sabem, que um grupo é apenas a ponta do iceberg.
Os jornalistas e os políticos não param de incutir ódio sobre nós, mas não serve de muito porque nós pagamos impostos como toda a gente (e eu pago há trinta anos, e se me deixarem pagarei mais 18 anos, com muito gosto), e não é possível, digo eu a não ser que nos enviem para um arquipélago de “goulash”, pois, como qualquer trabalhador, nós se formos despedidos mereceremos indemnizações, subsísdios de desemprego, whatever, ou não? Era mais fácil, mas a vida é como é, e nem sempre é fácil.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
boas notícias
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
esperança, sucesso e felicidade
sábado, 25 de setembro de 2010
espreitar pela janela
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
castanheira do ribatejo
Quando estou no apeadeiro acho graça à voz que anuncia aos senhores passageiros que o comboio que lá vem há-de parar em Castanheira do Ribatejo. Nunca lá fui, mas chega-me a imagem que vem pela escrita da Ana de Amsterdão, um blogue que vou seguindo à medida do meu tempo e da vontade dela.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
andar em contramão
Pois não sei, talvez seja, talvez não.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
U, W, L
terça-feira, 24 de agosto de 2010
creme nivea

quarta-feira, 16 de junho de 2010
o tempo passa a correr
O tempo voa. Ainda ontem os adeptos festejavam alegremente a vitória inebriante da selecção nacional. E foi de tal modo inebriante que hoje, só com muito custo, consegui entender os discursos que por aí andam sobre o emprego.
O jogo, ou a guerra, a partir de agora, parece que será entre quem está empregado e quem não está. Ainda agora, ouvi um senhor muito janota, mesmo assim pró queque, esclarecer-nos que se todos tivermos um bocadinho de emprego é melhor do que se formos estúpidos e quisermos o emprego só para nós.
Enjoo, não sei se a minha boa disposição resistirá a tanto. Desde que há homens inteligentes que parece que andam a tentar evoluir para que pisar a terra do planeta não tenha de ser um acto doloroso. Mas agora as homens que têm o Poder de dar emprego querem repor alguma ordem que andou perdida, ainda que tenha sido só um século (o que também não é um direito que possamos arrogar assim de tão adquirido, dizem). Foi se calhar, digo eu, assim como que uma borla que nos deram para um espectáculo que terminou quando caíu a cortina de ferro.
E como naqueles espectáculos ronceiros e tristes que passam nas aldeias e que a intempérie faz adiar trazendo tristeza ao garotos, que vão sendo animados com o engodo de que será um adiar passageiro, também a nós nos vão dizendo que será temporário. E muito temporário, direi eu.
No fundo será como suspender a democracia um bocadinho. Seis meses, vá.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Hoje é segunda-feira
Hoje é segunda. Aviso, pois pode haver quem ainda não tenha percebido. Isto está tudo uma chatice: os jornais, os colegas, as pessoas que vão ao café, as que andam aí pela rua e não desfazendo também os que andam aqui no facebook. Provavelmente precisamos de qualquer coisa que nos agite e por conseguinte nos tire da letargia. Ah, mas isso ... talvez só amanhã.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
abaixo as vuvuzelas
Como Martin Luther King, I have a dream - e então perguntar-me-ão — e qual é esse sonho? E eu responderei — um sonho simples; que na primeira contrariedade, os pais portugueses partam aquelas queridas “vuvuzelas” na mona dos seus rebentos. E agora, que encerraram algumas urgências pediátricas, quem sabe se o sofrimento dos rebentos não será equivalente ao que eles nos infligem com aquele som deprimente de burro a zurrar (e que me perdoem os burros, coitadinhos).
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Mário de Sá Carneiro
Boa tentativa — cobrar impostos com retroactividade
terça-feira, 18 de maio de 2010
ALARME?
Os comentadores estão assustados? os banqueiros? nós?
Cruzamos leituras para tentar ver para além do que é dito e do que conseguimos perceber, mas não é fácil; as palavras de aviso do Presidente da República, os dados estatísticos a quererem dizer que a economia do país está a crescer e que o desemprego diminui.
—Diminuiu o desemprego? Ou deixaram de receber subsídios a 1 leva de desempregados, (início do ano de 2007)?
— Seja lá o que for não é claro.
O Figaro de hoje traz alguns esclarecimentos assustadores sobre o Plano de Ajuda.
A primeira pergunta de onde vêm os 75o milhões de euros?
Ficamos a saber que 500 são da União Europeia e 250 Fundo Monetário Internacional e que os euros da União Europeia não existem, pelo menos por agora. Os Estados vão arranjar o dinheiro para ajudar os que não podem pagar as suas dúvidas. Mas como ninguém dá nada a ninguém será necessário pagar com juros e encetar medidas de austeridade severa.
O artigo do FIGARO refere que os países que se encontram em situação crítica são Espanha e Portugal, que vem bem destacado com uma chamada de atenção.
O mundo mudou é um facto, mas resta-nos tentar perceber como vão ser as nossas vidas no futuro.
sábado, 8 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
estou um bocado danada
quarta-feira, 21 de abril de 2010
bancarrota
sexta-feira, 9 de abril de 2010
green cork

Foi licenciada a 1ª unidade de reciclagem de rolhas de cortiça a nível mundial.
Agora, já podemos reciclar as rolhas que atirávamos para o lixo.
E para quê? Para plantar bosques com o dinheiro da venda da cortiça.
É um projecto da Quercus que congrega vários parceiros; Cortiçeira Amorim,
Hipermercados Continente, Centros Comerciais Dolce Vita, a empresa de recolha de óleo alimentar e 1 500 escolas do país.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
É para esquecer
terça-feira, 30 de março de 2010
a política
A política anda muito pacata. O Passos Coelho não abre brechas; o Paulo Portas, o Louça, o Jerónimo e os outros, de quem não me lembro o nome, também não. — Fazem bem!
segunda-feira, 29 de março de 2010
economia
Alguns economistas mais ácidos quando analisam a performance do país referem o comum dos mortais que aqui habitam como uns asnos que resvalaram irremediavelmente para a berma da estupidez.
Para fugir a todo o custo a esta inevitabilidade fiz um download do PEC, e numa leitura rápida e enviesada de um documento pouco esclarecedor, o que só assim justifica as diferentes leituras que permite, cheguei à conclusão que não temos futuro.
Face à incerteza em relação ao futuro é preciso reformular o cálculo das aposentações, congelar ordenados e reduzir benefícios fiscais, despesas de saúde e de investimento.
Não temos futuro pois estaremos a assistir ao nosso definhar sem que o documento apresente medidas para alterar este destino fatal.
Portugal está a precisar de um documento que rectifique as contas, mas que aponte para um horizonte de soluções. Será que este país não tem alternativa para lá de 2013.
quarta-feira, 24 de março de 2010
hoje é segunda
Todas as semanas têm uma segunda-feira, o que é bom para quem gosta de rotinas. É à segunda-feira que se começam os planos que se traçaram no fim-de-semana. É à segunda-feira que se olha para a lista de tarefas pensadas no domingo, e é à segunda-feira que se pega no lápis para riscar o que vai sendo feito. É com comprazimento e com uma certeza de que com método e vontade tudo será feito. Invariavelmente lá para o meio da tarde, quando se voltar a olhar para a lista, já haverá duas ou três coisa atrasadas.
terça-feira, 23 de março de 2010
as pessoas e os livros
Tarde de sol, um luxo nos tempos que correm cinzentos, numa esplanada de jardim. Não sei se por causa do sol, se por hábito que desconheço, a rapaziada deu em «catarcizar» e palrou, palrou. O rapaz que lixou o carro novo, que os pais lhe ofereceram; o senhor de mau ar que filosofou toda a tarde com a rapariga agradável e em sintonia; o rapaz simpático que dá conselhos à ex- . Todos falaram e desfilaram em frente das minhas orelhas bisbilhoteiras.
O resultado foi mau, uma tarde bem passada, mas uma data de páginas que terão de ser relidas. Não é que o livro seja uma obra fundamental, mas é um documento importante sobre maneiras de viver que eu desconhecia. Só tinha lido em miúda os Olhos de Água, mas no outro dia um amigo disse-me que o Gaibéus era o seu livro preferido. Fiquei curiosa e comecei a ler, mas interrompi para, por razões que não vêm ao caso, ler Avieiros que me deu a conhecer as pessoas, a quem chamavam os ciganos do Tejo. Vieram da praia da Vieira para viverem nos barcos durante todo o ano, ali nasciam e morriam os filhos, ali se passava toda a sua pobre vida. Os mais afortunados iam juntando tábuas para constuir uma barraca que com boa fortuna as cheias não destruiriam.